Pedro Martins, novo CEO do Fortaleza, falou que o clube tem planos de acabar com o cargo de diretor de futebol no clube. Marcello Desidério, ex-presidente do Leão, rebateu o dirigente citando que o estatuto da SAF do Tricolor não permite esta ação.
Após rebaixamento para a Série B, os bastidores do Tricolor do Pici estão “pegando fogo” com posicionamentos políticos. Na próxima sexta (9), acontecerá a eleição do Conselho da SAF e, enquanto isso, os “lados” dentro do clube medem forças.
Anunciado como novo CEO do Fortaleza após saída de Marcelo Paz, que assumiu o Corinthians, Pedro Martins já iniciou seu trabalho à frente do Leão e, em entrevista nesta quarta (7), ele citou que há planejamento de extinguir o cargo de diretor de futebol após saída de Sérgio Papellin, que foi para o Vitória-BA.
‘As mudanças estão acontecendo (no departamento de futebol). Nossa ideia agora, em função do orçamento e da forma de trabalhar, é não ter mais a cadeira de diretor de futebol”, disse Pedro Martins.
“A gente vai dividir a estrutura de funcionamento do departamento em gerências: de mercado, operacional, técnica. Vão resolver os problema do dia a dia, com mais autonomia. Essa decisão é para que a gente consiga acelerar e ganhar com pessoas qualificadas e competentes no desenvolvimento do projeto esportivo do Fortaleza”, continuou o dirigente.

EX-PRESIDENTE DO FORTALEZA REBATE PEDRO MARTINS
Marcello Desidério se pronunciou após a fala do novo CEO. Em suas redes sociais, o ex-presidente do Leão ressaltou que não é possível, hoje, extinguir o cargo de diretor de futebol com base no estatuto da Saf.
“Me parece que já começa mal o CEO, por deconhecer o estuto da SAF que dirige. O cargo de DIRETOR DE FUTEBOL é obrigatório (art. 26) hoje. E ainda que não o fosse, diante da importância da função em uma entidade de futebol profissional (SAF/Clube), se mostra INADMISSÍVEL não preencher com alguém com capacidade, competência e exclusivo no cargo”, escreveu Desidério em suas redes sociais.
O Artigo 26º da SAF Fortaleza diz que “A Diretoria será composta por, no mínimo, 3 (três) e no máximo 6 (seis) diretores, sendo eles o Diretor Presidente, o Diretor de Futebol, o Diretor Financeiro e até 3 (três) outros Diretores, se eleitos, sem designação específica, todos eleitos pelo Conselho de Administração e por ele destituíveis a qualquer tempo“.

